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Hospital Unimed Três Corações

Qualidade Assistencial · DRG · Padrão ONA

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Unimed Três Corações

O que é DRG?

DRG é um sistema que classifica internações hospitalares em grupos com características clínicas e recursos semelhantes.

Considera diagnóstico, procedimentos, idade, complicações e comorbidades para agrupar casos.

Permite avaliar complexidade assistencial, apoiar a gestão e garantir sustentabilidade.

💚 Qualidade no registro. Excelência no cuidado.

1983

Criação do DRG nos EUA

+30 países

Adotam DRG hoje

Diamante

Certificação Unimed

ONA

Padrão de acreditação

O DRG (Grupos Relacionados ao Diagnóstico) é uma das principais ferramentas que utilizamos para garantir qualidade, segurança e sustentabilidade no Hospital Unimed Três Corações. Esta página explica o que é, como funciona e por que registrar bem é cuidar bem.

01 O que é o DRG

O DRG (Diagnosis Related Groups — em português, Grupos Relacionados ao Diagnóstico) é um sistema internacional de classificação de internações hospitalares amplamente adotado pela saúde suplementar brasileira.

Ele agrupa pacientes que possuem características clínicas semelhantes e que consomem recursos hospitalares semelhantes — permitindo comparar, planejar, remunerar e melhorar continuamente o cuidado prestado.

Por que existe?

O DRG resolve um problema antigo da saúde: como medir a complexidade real de cada internação? Antes do DRG, hospitais eram remunerados por procedimento ou diária, sem considerar a gravidade do caso. Com o DRG, cada internação é classificada de forma objetiva e padronizada.

No Sistema Unimed

A Unimed do Brasil adotou o DRG como um dos principais instrumentos do Programa de Avaliação da Rede Prestadora, que reconhece hospitais com a certificação Diamante (nível máximo) pela qualidade dos seus registros e desfechos clínicos.

02 História do DRG

Origem (anos 1980)

O DRG foi desenvolvido na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e implementado pelo programa Medicare em 1983 como ferramenta para remuneração prospectiva de hospitais. O objetivo era controlar custos sem prejudicar a qualidade do cuidado.

Expansão internacional

  • Década de 1990: países da Europa Ocidental adotam variações próprias (DRG alemão, francês, australiano).
  • Década de 2000: Reino Unido, Austrália e Japão adaptam para seus sistemas.
  • Atualmente: mais de 30 países utilizam alguma forma de DRG.

DRG no Brasil

A versão brasileira mais utilizada é o IR-DRG (International Refined DRG), adaptado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e Iqg Saúde. O IR-DRG considera particularidades como o uso de OPME (órteses, próteses e materiais especiais) e a Tabela TUSS.

No Hospital Unimed Três Corações

Implementado em fase expandida com integração ao prontuário eletrônico, codificação por equipe certificada e auditoria contínua. Os resultados alimentam relatórios mensais para a Diretoria Clínica e Comitê de Qualidade.

03 Como funciona — metodologia

O DRG agrupa cada internação com base em 5 dimensões principais:

  1. Diagnóstico principal (CID-10): a condição que motivou a internação, definida pelo médico no fechamento do caso.
  2. Procedimentos realizados: cirurgias, exames invasivos, procedimentos terapêuticos (codificados pela tabela TUSS).
  3. Idade e sexo: fatores fisiológicos que afetam consumo de recursos (ex: neonatologia vs. geriatria).
  4. Comorbidades: condições crônicas registradas durante a internação (HAS, DM, DPOC, neoplasias, IRC, etc.).
  5. Complicações (CC/MCC): eventos durante a internação que aumentam complexidade — sepse, IRA, transfusão, ventilação mecânica.

Etapas do agrupamento

  1. Codificação clínica: equipe certificada lê o prontuário e atribui códigos CID-10 e TUSS.
  2. Software agrupador (Grouper): processa os códigos e atribui um DRG específico (mais de 1.000 possíveis).
  3. Peso relativo (CMI): cada DRG tem um peso (Case Mix Index) que indica a complexidade.
  4. Tempo médio de permanência esperado: referência para comparar com o real.
  5. Análise de desfechos: óbito, reinternação, infecção hospitalar.

Exemplo prático

Caso real (anonimizado):

Paciente, 68 anos, internou para cirurgia cardíaca. Diabético, hipertenso, evoluiu com pneumonia hospitalar.

→ DRG resultante: DRG 233 (Bypass coronariano com complicação maior).

→ Peso: 5.2 (caso de alta complexidade).

→ Permanência esperada: 12 dias. Real: 14 dias.

→ Análise: aceitável dentro do desvio padrão para o grupo.

04 Processo no Hospital Unimed Três Corações

Como uma internação vira um DRG na prática:

1 Admissão

Equipe registra hipótese diagnóstica, comorbidades conhecidas e plano terapêutico.

2 Evolução diária

Cada profissional documenta de forma completa o cuidado prestado, intercorrências e mudanças.

3 Fechamento da alta

Médico define diagnóstico principal, secundários e procedimentos realizados.

4 Codificação

Codificadores clínicos certificados leem o prontuário e atribuem CID-10 e TUSS.

5 Agrupamento

Software (Grouper) processa os códigos e gera o DRG.

6 Análise + ações

Núcleo de Qualidade analisa desvios e propõe melhorias clínicas e de processo.

Responsabilidades por equipe

  • Corpo clínico: registro completo, evolução, assinatura.
  • Enfermagem: escala de risco, intercorrências, sinais vitais.
  • SAME / Codificação: codificação técnica CID-10 e TUSS, auditoria.
  • Núcleo de Qualidade: análise crítica, indicadores, feedback.
  • Diretoria Clínica: validação, plano de melhoria.

05 Benefícios do DRG

Os benefícios alcançam três grupos:

💚

Para o paciente

  • Cuidado mais previsível e seguro
  • Padronização de boas práticas
  • Tempo de internação ajustado
  • Redução de complicações evitáveis
  • Maior segurança assistencial
🏥

Para o hospital

  • Visão objetiva da complexidade
  • Benchmarks internos e externos
  • Decisões baseadas em dados
  • Identificação de oportunidades de melhoria
  • Cultura de qualidade contínua

Para a sustentabilidade

  • Remuneração justa por complexidade
  • Transparência operadora-prestador
  • Uso eficiente de recursos
  • Equilíbrio econômico do sistema
  • Previsibilidade orçamentária

06 Indicadores derivados do DRG

O DRG alimenta diversos indicadores estratégicos:

Indicador O que mede Meta sugerida
Case Mix Index (CMI) Peso médio da complexidade dos casos atendidos Comparação com benchmark Unimed
Permanência média (LOS) Dias de internação reais vs. esperados Variação ≤ 10%
Mortalidade ajustada por risco Óbitos observados vs. esperados pelo DRG Razão ≤ 1.0
Taxa de reinternação 30 dias Retorno do paciente após alta ≤ 5% (varia por DRG)
Eventos adversos Complicações inesperadas durante a internação Tendência decrescente
IDSS — Saúde Suplementar Índice composto da ANS Faixa 1 (excelente)

Os indicadores são compartilhados mensalmente com a Diretoria Clínica e os corpos profissionais.

07 Padrão ONA — Acreditação Hospitalar

A ONA (Organização Nacional de Acreditação) é o sistema brasileiro de certificação da qualidade hospitalar. O DRG e a ONA caminham juntos:

Os 3 níveis de acreditação ONA

  • Nível 1 — Acreditado: segurança ao paciente, processos básicos garantidos.
  • Nível 2 — Acreditado Pleno: gestão integrada, monitoramento sistemático, melhorias contínuas.
  • Nível 3 — Acreditado com Excelência: cultura organizacional de qualidade, ciclo PDCA maduro, resultados sustentados.

Como o DRG contribui

  • Documentação clínica completa (Seção Atenção ao Paciente);
  • Indicadores objetivos de resultado (Seção Gestão Hospitalar);
  • Cultura de melhoria baseada em dados (Seção Gestão);
  • Rastreabilidade de eventos adversos (Seção Segurança do Paciente).

🏆 Hospital Unimed Três Corações

Certificado Diamante em Boas Práticas em Segurança do Paciente pelo Sistema Unimed, alinhado às metas ONA Nível 3. Saiba mais →

08 Marco regulatório

O DRG e a qualidade assistencial estão amparados por normas brasileiras e internacionais:

Brasil

  • Lei 9.961/2000 — criação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar);
  • RN 387/2015 ANS — Programa de Qualificação dos Prestadores;
  • RN 488/2022 ANS — Cadastro de Beneficiários e SIB;
  • Resolução CFM 1.821/2007 — Manual do Prontuário do Paciente;
  • Resolução CFM 2.217/2018 — Código de Ética Médica;
  • Lei 13.709/2018 (LGPD) — Lei Geral de Proteção de Dados;
  • Lei 15.378/2026 — Estatuto dos Direitos do Paciente;
  • Norma ONA — Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar.

Internacional

  • CID-10 / CID-11 (OMS) — Classificação Internacional de Doenças;
  • ISO 9001:2015 — Sistema de Gestão da Qualidade;
  • JCI (Joint Commission International) — referência mundial em qualidade hospitalar.

09 A importância do bom registro

O DRG é alimentado pelo que está escrito no prontuário. Cada anotação completa, validada, assinada e fechada em tempo conta.

O que torna um registro "bom"

  • Completo: diagnóstico, comorbidades, complicações, procedimentos — nada deixado de fora;
  • Específico: "Pneumonia bacteriana por Streptococcus pneumoniae" é melhor que apenas "pneumonia";
  • Temporal: documentado no momento certo, não depois;
  • Assinado: com identificação do profissional (CRM, COREN, etc.);
  • Fechado em tempo: alta documentada no máximo em 24h;
  • Legível: seja em papel ou digital, claro para qualquer profissional.

Dicas práticas

✓ Faça

  • Documente comorbidades já existentes na admissão
  • Registre intercorrências no momento que ocorrem
  • Use a terminologia CID-10 ou TUSS quando possível
  • Feche o sumário de alta antes do paciente sair

✗ Evite

  • Anotações genéricas ("paciente bem")
  • Diagnósticos vagos ("infecção")
  • Atrasar evolução para o fim do plantão
  • Esquecer comorbidades crônicas relevantes

Quando registramos bem, conseguimos demonstrar a real complexidade dos casos, gerar indicadores confiáveis e garantir reconhecimento adequado pelo trabalho realizado.

10 Glossário

DRG
Diagnosis Related Groups — Grupos Relacionados ao Diagnóstico.
IR-DRG
International Refined DRG, versão internacional aprimorada adotada no Brasil.
CID-10
Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão (OMS).
TUSS
Terminologia Unificada da Saúde Suplementar — codifica procedimentos, OPME e materiais.
CMI
Case Mix Index — peso médio de complexidade dos casos do hospital.
LOS
Length of Stay — tempo de permanência hospitalar.
CC / MCC
Complication or Comorbidity / Major Complication or Comorbidity — modificadores que aumentam a complexidade.
Grouper
Software que recebe os códigos clínicos e gera o DRG correspondente.
ANS
Agência Nacional de Saúde Suplementar.
ONA
Organização Nacional de Acreditação.
IDSS
Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (ANS).
PEP
Prontuário Eletrônico do Paciente.
OPME
Órteses, Próteses e Materiais Especiais.

11 Perguntas frequentes

O DRG afeta o atendimento que recebo?
Não diretamente. O DRG é uma ferramenta de gestão e qualidade utilizada após a alta. Indiretamente, contribui para que o cuidado seja mais padronizado, seguro e baseado em boas práticas.
Quem tem acesso ao meu DRG?
Apenas profissionais autorizados do hospital, a operadora (Unimed) para fins de auditoria e a ANS para fins regulatórios. Todo acesso é registrado em log de auditoria (LGPD).
O DRG pode aumentar o custo do meu plano?
Não. O DRG é uma ferramenta de transparência e justiça na remuneração entre hospital e operadora, e contribui para a sustentabilidade do sistema — sem impactar diretamente o valor do plano individual.
Posso pedir uma cópia do meu DRG?
O DRG faz parte do prontuário e pode ser solicitado junto à cópia de prontuário, conforme Resolução CFM 1.821/2007.
O hospital recebe mais se o DRG for "mais complexo"?
O DRG reflete a complexidade real do caso. Casos mais complexos consomem mais recursos e, portanto, têm remuneração compatível. O sistema NÃO incentiva inflação artificial — auditorias da Unimed e ANS verificam a consistência entre prontuário e DRG.
O que acontece se o registro estiver incompleto?
Sem informações completas, o sistema atribui um DRG menos preciso, podendo subestimar a complexidade real. Isso impacta a remuneração justa e a qualidade dos indicadores — por isso o bom registro é tão importante.
Onde aprendo mais sobre DRG?
Recomendamos: IQG Saúde · ANS · ONA · Cursos oferecidos pela Unimed do Brasil.

12 Referências e fontes

  • Iqg Saúde — Manual IR-DRG Brasil. iqg.com.br
  • ANS — Resoluções e índices IDSS. ans.gov.br
  • ONA — Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar. ona.org.br
  • OMS — Classificação CID-10. icd.who.int
  • CFM — Resolução 1.821/2007 sobre prontuário. cfm.org.br
  • Unimed do Brasil — Programa de Avaliação da Rede Prestadora (Diamante).
  • IESS — Instituto de Estudos de Saúde Suplementar. iess.org.br
  • JCI — Joint Commission International. jointcommissioninternational.org

Nosso compromisso

Cuidar de pessoas é o nosso propósito.
Qualidade nos registros é o nosso compromisso.

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